segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Concreto do seu corpo



Me acostumei tanto
ao concreto do seu corpo 
que sem ele, não sei mais 
ser tão eu.

É tanta pureza de sentir 
que dá medo da existência do fim

Por isso conquisto e cuido do seu raro,
para em meu peito
sempre aflorar o mesmo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ausência



Suas letras ou seu sonar,
nada veio, hoje, me tocar.
Ainda queres vida
na nossa vida?

No estandarte desses versos

encontro o mínimo de calor e nutrição vital.

Não é frio só lá fora,

aqui também tem esse risco.

Não pense que já é seco,

isso ainda tem muito o que desidratar
e como dói cada gota, daqui brotada!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O toque do silêncio


O peixe e eu
Comunicação aflita, não pela falta de código,
Mas por saber, que não faríamos muito pelo outro
Apenas alimentar a tranquilidade e devaneios.

Mas os corações doíam pela solidão que se fazia presente
Pelo peso da parcela de culpa, 
Que nem se sabe a proporção.

De onde viríamos, e para onde deveríamos ir?
Queríamos ali estar?
Porém, eu era grata ao adorno vivo,
Que se debatia, por vezes, com o existir do inanimado em sua atmosfera branquial.

Insanidade a minha por mantê-lo ali,
Ou dele por depender de mim?
Paralisados nos observamos.
Nossas almas qual feto se inquietando...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Olheiras para o bebê


Nem o ácido da fome ou do sono retêm esse choro poético
Depois de tanto balbuciar fados sobre minha cabeça e ouvidos
Meu amago explode no aleitamento daquele que estava pouco reprimido, talvez mais abatido
É satisfação que ri das dores estomacais e do pesar dos olhos 
O automasorquismo mais que perfeito, natural e sem muitos propósitos
É apenas mais um dos momentos de ser...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma verdade e um conselho...


Mulher alguma é boa o suficiente para mudar um homem. Aceite-o ou deixe-o e dele exija o mesmo!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Simples sinceridade





Não adianta, eu, poetiza de mim mesma,
mentir o que não senti, ouvir o que não ouvi.
Então deixe me com minhas poucas palavras e meu coração talvez cheio de nada, para mostrar.
Minhas demonstrações secas e realistas de sentimento não querem te tocar, nem a mim para desesperadamente caligrafar, com jogos inusitados de palavras ou rimas ricas e preciosas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Metamorfose



Me tirou o branco, me pintou de suave vermelho, para facilitar o rosa, com mais pingos da pureza dos bons sentimentos.
Tendi a um lilás de satisfação, coloquei mais sangue, porém estava coalhado e tudo ficou violetegro, incensando o fim.
O incenso queimou e a profecia se concretizou.
Como minha alma chorou! E lavou todas as cores, porém uma só permaneceu.
Era o suave rosa que você tanto queria, o qual te fez verde e aos poucos se tonificar à mesma cor que me revestia: a chegada do amor, em minha vida!

Poetiza em fúria



Você em branco tão oferecedor
para essa hipócrita, que sem senso criativo
insiste em deleitar em você a qualquer custo.

No imaginário dela vem a ilustração da raiva, da luxúria, da popularidade.
Ela busca por obras passadas, uma maneira de te marcar (esfacelar, desvirginar).
E você chama, clama, a deixa louca, ela se sente zonza, mas forte, uma fera invencível.

Não vê? É o momento de poder dela e o seu momento de servidão omissa.
Ela quer te manchar, caligrafar, para depois, com ira, sem razão te rasgar.
Mas você é tão irônico, zomba das olheiras incuráveis e das frustrações juvenis dela.

Por que faz isso? Continue omisso, seja submisso!
Pelo menos por um tempo, porque ela desconfia das suas intenções,
espere que ela se recupere.

Nada escrito, um suspiro profundo e um olhar sereno, mas o coração pesado, entediado e irado.

A só(i)s





Eu quero gelo, eu quero dois, o que esquenta e pede mais depois
a nossa serra é o nosso lar, subamos mais,
seremos só(i)s 
sobre essa pedra a luz do Sol, ao nos deitar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Emim!


Mil e um amores, em uma só face, sentidos no mesmo coração,
que chora de emoção, cospe de ódio e implora por ósculo.
Tenho em meu poeta, minha materialização subjetiva do amor.
Nosso fogo parece eterno, se ameça apagar, é reaceso pelos apelos almáticos, seguido da conjugação mais que perfeita de nossas mais belas efemeridades.