quarta-feira, 24 de abril de 2013

Metamorfose



Me tirou o branco, me pintou de suave vermelho, para facilitar o rosa, com mais pingos da pureza dos bons sentimentos.
Tendi a um lilás de satisfação, coloquei mais sangue, porém estava coalhado e tudo ficou violetegro, incensando o fim.
O incenso queimou e a profecia se concretizou.
Como minha alma chorou! E lavou todas as cores, porém uma só permaneceu.
Era o suave rosa que você tanto queria, o qual te fez verde e aos poucos se tonificar à mesma cor que me revestia: a chegada do amor, em minha vida!

Poetiza em fúria



Você em branco tão oferecedor
para essa hipócrita, que sem senso criativo
insiste em deleitar em você a qualquer custo.

No imaginário dela vem a ilustração da raiva, da luxúria, da popularidade.
Ela busca por obras passadas, uma maneira de te marcar (esfacelar, desvirginar).
E você chama, clama, a deixa louca, ela se sente zonza, mas forte, uma fera invencível.

Não vê? É o momento de poder dela e o seu momento de servidão omissa.
Ela quer te manchar, caligrafar, para depois, com ira, sem razão te rasgar.
Mas você é tão irônico, zomba das olheiras incuráveis e das frustrações juvenis dela.

Por que faz isso? Continue omisso, seja submisso!
Pelo menos por um tempo, porque ela desconfia das suas intenções,
espere que ela se recupere.

Nada escrito, um suspiro profundo e um olhar sereno, mas o coração pesado, entediado e irado.

A só(i)s





Eu quero gelo, eu quero dois, o que esquenta e pede mais depois
a nossa serra é o nosso lar, subamos mais,
seremos só(i)s 
sobre essa pedra a luz do Sol, ao nos deitar.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Emim!


Mil e um amores, em uma só face, sentidos no mesmo coração,
que chora de emoção, cospe de ódio e implora por ósculo.
Tenho em meu poeta, minha materialização subjetiva do amor.
Nosso fogo parece eterno, se ameça apagar, é reaceso pelos apelos almáticos, seguido da conjugação mais que perfeita de nossas mais belas efemeridades.