terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O emocional


Acho que a depressão acha me difícil... que isso?! 
É ela que não faz o meu tipo! 
Mas se ela insistir e não tiver concorrência, 
quem sabe... 
Rola até uma chance, "né"?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Calma!


Posso até não fazer algo de inusitado, espetacular e digno de admiração pelo "fantastiquismo". Mas tenho que estar em paz com minha consciência, e continuar aceitando que tudo tem seu tempo. 

NÃO ACELERE, MAS SÓ NÃO PODE PARAR! 

Rótulos


Aquele que se diz "mente aberta", é o mais conservador. Aquele que se diz o confiante é o mais inseguro de si. É como Vinicius de Moraes primeiro dizia:

"(...)O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer (...)"

Não rotule se, viva "conforme a música!". Só não caia no "Canto de Ossanha"...

Acontecem



Acredite! Realmente, Deus existe. Algo inusitado e simples aconteceu-me hoje e disse me que a vida não para, mas que o dia de hoje é bom, e amanhã será melhor ainda!

Sonho


Sonho: coisa bonita que inventaram para criativos mor, de mente liberta, sofrerem com as conveniências. 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Amigas e/ou inimigas



Pode parecer exagerado da minha parte, mas vou continuar levando este extremo a diante somente para uma reflexão, mesmo que breve sobre o aprisionamento perpétuo das crianças à bonecas. A boneca que representa um bebê, nunca vai crescer, para que a menina que representa a mãe se veja livre para cuidar de si, para satisfazer as suas vontades que desencontra com seus deveres maternos. É importante principalmente para a menina, em suas brincadeiras deparar se com problemas e situações diferentes das de ser mãe.
Ainda bem que existem as outras brincadeiras, até com as próprias bonecas bebês, como "escolinha" e outras bonecas que permitem uma maior autonomia de quem brinca com elas, como a "Susi" e a "Barbie"- a qual muitos criticam-      afinal, é mais fácil imaginar se uma mulher de negócios com elas, o que não impede de ser mãe concomitantemente, ou não, até mesmo porque é difícil enxergar um bebê dependente nas bonecas com corpo de mulher. Ao brincar com este tipo de bonecas, as meninas tornam se arquitetas, decoradoras e o que mais precisar na construção do universo dessas pequenas bonecas. E tudo vai depender da imaginação e dos desejos da criança.  

Sisos...



A medida que envelhecem, as pessoas na grande maioria, tornam se mais capazes fisicamente, quiçá, no julgamento psicológico das escolhas e ações. Porém esta capacidade torna se um zero a esquerda, quando receios desnecessários são adquiridos, formando barreiras para escolherem o que querem, e serem realmente felizes! E se vão atrás do que parece bizarro ao olhos alheios, estas pessoas são tidas como doidas, questionam se não tem juízo, daí surge o medo de não ser bem sucedido(a), de ser mal visto(a). 
Perceba que as crianças questionam mais de tudo e não têm medo de explorar o desconhecido, dizem que isto é não ter juízo. Sim, ensinam nos a questionar menos, de preferência nem questionar! A não mexer com o que não conhece. Pra mim, estas ações infantis que tornam viver mais interessante e espontâneo. Muito engraçado até, pois quando pequenos achamos os adultos chatos, acreditamos que eles não sabem de nada, e acreditamos fielmente no quanto somos capazes de realizar o que desejamos; na medida que crescemos vamos nos acostumando a chatice de ser ("de se comportar"); ou melhor dizendo, não ser.
Mas daí entra a questão, o que vale mais? Estar em paz consigo, ou em paz com os padrões sociais, se este lhe faz infeliz? Puxa vida! Se ter juízo é fazer o que cobram de você mesmo estando infeliz com isso, ou impedindo você de agir como quer, sem prejudicar o outro; ou construindo barreiras de medo desnecessário?! Então prefiro que nunca nasça me os sisos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Indivudual/Coletivo


Quem disse que um problema da introspecção pessoal, não pode ser um anseio universal? As vezes olhar para o coletivo é dar atenção para si  mesmo(a), ou só a pessoa ao lado. Apesar de vidas e ideias distintas, os problemas e suas soluções confundem se. Até o “individualismo” pode ser um acontecimento coletivo.

sábado, 20 de novembro de 2010

Restrição para respirar


Dizem que ficar sozinho, sentado no banco da praça é coisa de velho; deve ser por isto que envelhecemos rápido, pois ficamos loucos para sentar sozinhos no banco da praça! 

Politizar


[...] Democracia manipulada é uma escola defasada, pois Fabiano de Graciliano, encarnou em toda uma geração da nossa nação! [...]

Aos filhinhos do Brasil



Meu amigo, minha amiga, estou cansada de ser afasia, de todos os dias embarcar na móvel-senzala, na esperança de ser melhor que o irmão e a irmã ao lado. Mas é atormentador pensar, que só eu "vô", só eu "tô", crendo na mudança.
A culpa não é totalmente sua, seu papaizinho do poder muito estudou e estuda, para estático manter te. Te ajuda, te dá um dinheirinho, um auxiliozinho, pra você ficar quietinho, e não recusar de chamá-lo de papai a cada quatro aninhos!
Não contente-se com pouco, seu papaizinho é rico, muito rico. Mas, por que será que com você ele é tão mesquinho?
Já que você é o filhinho, então pirraça, grita, rola no chão, persista! Faça seu papai passar muita vergonha com as visitas. Até ele te dá tudo o que merece, e a real atenção! 
Que isso amigo? Não vai crescer? Vai deixar seus amiguinhos internacionais abusarem e rirem de você? Enquanto seu papaizinho passa a mão na sua cabeçinha, dizendo:
- Fique quietinho, se não você não muda de vida.
Isso é balela, amigo, sai dessa! Se não seus filhos também vão passar por isto.        

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

De



Mira, como o "de" é flexível, aceita estar na presença de um, ou mais de um, da fêmea e/ou do macho ao mesmo tempo, mas só não pode ser sozinho para ter sentido a sua existência.
Apático? Talvez, por não tomar as dores do(s) companheiro(s), ou da(s) companheira(s) à sua direita. Mas é isento de preconceito! Disto tenha a certeza!  

Oito de novembro


Quero algo mais, muito além do amor, muito além das sensações que se tem diante das "paixonites" agudas experimentadas tantas vezes, que mesmo com pitadas de temperos diferentes enfartaram-me.
Ter uma assombração que surpreende me quando entro no meu quarto escuro; ou ser abduzida por aliens, no desespero de pensar quando será a volta para a casa; ou jogar me do avião sem para-quedas admirando este "marzão" de mundo; ou atravessar a atmosfera terrestre e queimar-me bruscamente, ah... acho que é esse tipo de emoção, sensação que necessito, que anseio.
Esse mundo está normal demais pra mim, nem as artes, nem suas respectivas críticas satisfazem me. A cabeça dói só de pensar na criação de um novo para o meu bel prazer. Creio que o maquinário, o contexto que preciso ainda não foi inventado, ou melhor, não comprovaram a existência dele. E se isto já existir? Será que não vou decepcionar me? De tão idealizado e esperado? Pois quando idealiza se muito, quando concretiza-o é menos do que se espera, geralmente, caindo na lembrança do tédio.
Não vá pensando que isto é crise existêncial, ou amor mal curado. Simplismente quero mais, muito mais do que a normalidade de ser, pois procuro o movimento, o inconstante que vai além do que minha vida tem oferecido me.   

Pater


Não sei por que, mas a minha relação de amor e ódio com esse homem é muito forte. Creio que seja mais amor do que ódio, e ódio não seria a designação certa para o sentimento oposto ao extenso amor que tenho por ele.
Não gosto muito das ideias dele: conservadoras, parecem ser totalmente opostas as minhas, que são transitórias com o mínimo de ética para manter uma certa harmonia. Outra coisa que não gosto muito é a sua exacerbada proteção, que faz me parecer incapacitada de andar com as próprias pernas.
Somos um em dois, idéias similares em contextos opostos e a mesma persistência em defendê-las ao seu modo.
Talvez eu o ame tanto, por obrigação? Talvez, mas, o fato dele se desfazer de suas ideias, para que as minhas se concretizem, faz de meu amor um grato e perpétuo admirador. 

sábado, 17 de abril de 2010

Epifania



Nesse fim de tarde
Na parede espetaculo solar em arco-íris se parte
O que mais quero agora é a solidão caseira
O silêncio mais calado,
Me resguardo, agora eu “tô” que nem bicho-do-mato
Algo muda em mim quando vejo minhas fotos apáticas queimar na lareira.

Quero mergulhar, desconectar,
Desfragmentar me em póros neste ar,
Desalienar de padrões, medidas que o sistema traz.

Quero pés no chão, um livro e uma canção
Só eu e mais ninguém
Descobrir em fim se sou alguém.

Corra pelas ruas para tudo descansar
Grite em avenidas para tudo se calar
Desamarra o salto, tira essa gravata
Desfaça o cabelo e deixa ao vento esvoaçar.