Toda vez que re-arrumo minhas coisas, principalmente papéis do passado, ao pegar e rever meus escritos subjetivos de noites, ou madrugadas, ou tardes, ou até mesmo manhãs fulgurantes, decepcionantes e empolgantes; ou provas de matérias de humanas aplicadas ou literárias, sinto me mais motivada é como se recordasse quem realmente sou e quem realmente projetei ser.
Vejo que hoje sou sim aquilo que quis ser, mas não tenho me valorizado. Esses papéis pra mim foram mágicos! Percebo que sou aquilo que queria ser, e sou muito mais! Evoluí sem perceber até então. Senti as minhas dificuldades, e reconheci minhas proezas diante da superação delas. Dificuldades até hoje? Tenho inúmeras, mas esses papéis relembraram me que sou muito maior que elas! Abençoados sejam esses papéis, que são pedaços sólidos e efêmero da minha alma, a recarga da minha auto-estima.
Quando digo que era mais feliz no passado, entendo o porquê. Era porque sempre re-arrumava tais papéis todas as semanas, e se me achava desmotivada, até o dado momento é porque há tempos não os re-organizava. Arrumar o guarda roupa de completo, é algo filosófico até, é a terapia do se reconhecer e renovar! Uma epifânia!
Jogue fora o que não presta, vá em busca de novos conceitos e experiências que te faça crescer, mas permaneça com aquilo que realmente te importa e te fez seguir avante de cabeça erguida!!! E depois desse “insight”, tenha a certeza, irei re-arrumar o guarda-roupa, com ênfase nos papéis, com mais freqüência! (Risos brotam de minha face após desta exclamação).