quarta-feira, 24 de abril de 2013

Poetiza em fúria



Você em branco tão oferecedor
para essa hipócrita, que sem senso criativo
insiste em deleitar em você a qualquer custo.

No imaginário dela vem a ilustração da raiva, da luxúria, da popularidade.
Ela busca por obras passadas, uma maneira de te marcar (esfacelar, desvirginar).
E você chama, clama, a deixa louca, ela se sente zonza, mas forte, uma fera invencível.

Não vê? É o momento de poder dela e o seu momento de servidão omissa.
Ela quer te manchar, caligrafar, para depois, com ira, sem razão te rasgar.
Mas você é tão irônico, zomba das olheiras incuráveis e das frustrações juvenis dela.

Por que faz isso? Continue omisso, seja submisso!
Pelo menos por um tempo, porque ela desconfia das suas intenções,
espere que ela se recupere.

Nada escrito, um suspiro profundo e um olhar sereno, mas o coração pesado, entediado e irado.

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