sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Possível parâmetro para o sucesso da vida



Para reconhecer o que já fez e não estagnar, tenha sempre dois parâmetros: um para orgulhar-se do que já fez, compare a sua perspectiva com a de quem lhe é inferior; e outro para não deixar de buscar e melhorar, veja o que já conquistou e compare com as perspectivas de quem lhe é superior. 

Acredite

PS: Se não for possível ler todo o texto, ao menos leia o que está em negrito no final...





     Não quero crescer com a desgraça do outro, posso até ter, ou tinha preconceito de jovens mães solteiras, mas você sabe porque elas tem filho(s)? Bem, existe a trajédia do assassinato cultural, o que nem deveria existir.
        Pôxa, tem lugar e oportunidade para todo mundo, tem jeito sim! Mas essa meleca de sistema hipocrita que grita a falta de capacitação profissional, é o mesmo que ocasiona este verme que ele tanto grita.


Oh céus, como é possível? Não é fácil um sujeito que nunca foi devidamente orientado, e teve que aceitar que “2+2” são 4 porque é, e pronto! E não porque foi um descobrimento/invenção dos povos, que tornou-se convenção mundial, para ficar mais fácil administrar o tempo, suas coisas e afins; por isto foram inventados os números e as operações matemáticas. Ou seja, o que foi ensinado ao sujeito na ‘escola’, foi tido como tal, e não compreendido, logo não foi instigada nele uma vizão crítica. E não é possível uma crítica estável de algo, se não conhece o conteúdo deste. 

O sujeito que não sabe criticar, não se reconhece como um ser ativo causador de mudanças, principalmente pessoais, e mantém se à mercê do que surge em sua reta por causa das viseiras do “é, porque é!”, além de ser chicoteado por aquilo que chama de trabalho, pois recebe muito pouco para sustentar-se e seus vários filhos, que por sua vez, em maioria, não foram opção, mas presentes vindos antes da hora.  E cada vez torna se mais difícil para ele encontrar um emprego melhor e tempo para crescer, pois tem que cuidar dos filhos.



        Quanto ao aborto do tempo e fase preciosos destas jovens mães, culpa-se quem? Se a vizão de mundo não lhe foi mostrada de maneira eficaz, ficou tudo muito no eter; ou nem lhe foi apresentada!
        Não consigo sentir me feliz e vangloriada, ao concorrer uma vaga de emprego com uma moça que não terminou o ensino fundamental e tem filho; indigno me pois ela não teve acesso as palavras e experiências culturais que tive no passado, e nem ao que tenho agora. Não tem graça combater se não for de igual para igual. Não escrevo isto para vangloriar me camufladamente, e pagar de boa samaritana. Fico triste, mas muito triste e tenho vontade de recolher as crianças delas e mostrá-las um mundo do qual suas mães não tiveram acesso; e dar uma injeção de ‘você pode sim!’ nestas mães, para elas desacreditarem na palhaçada que as autoridades fizeram e fazem na esducação delas, e acreditarem muito mais em si. Afinal é difícil estudar com um bebê de sua responsabilidade chorando, querendo atenção, ou sair para procurar algo melhor para o sustento da família, com a preocupação do bem estar do filho enquanto está fora.

        Só comentei das jovens mães solteiras, pois tive um contato direto com elas e tenho maior segurança e ciência do que falo, mas a mesma sensibilidade que este texto tenta aflorar no leitor diante destas mães, deve ser aplicada igualmente as pessoas que estão na pobreza e insistem permanecer nela, principalmente a pobreza cultural, muitas vezes por falta de perspectiva de vida e acesso. Apenas reflita e haja como puder, acho que uma boa ajuda é aconselhar sempre que possível e convencer a vítima alvo da idiotização do sistema, que você acredita no potêncial dela, 



E VOCÊ DEVE REALMENTE ACREDITAR, quando ver que esta está pronta, peça a ela para passar isto adiante! Porque não dá para ficar esperando os projetos de ações beneficentes do próprio sistema, dar certo e atingir a todos que realmente necessitam.  São planos elogiáveis, não os menosprezo, porém têm se pressa, caso contrário estes nunca surtirão o efeito tão desejado.