sábado, 17 de abril de 2010

Epifania



Nesse fim de tarde
Na parede espetaculo solar em arco-íris se parte
O que mais quero agora é a solidão caseira
O silêncio mais calado,
Me resguardo, agora eu “tô” que nem bicho-do-mato
Algo muda em mim quando vejo minhas fotos apáticas queimar na lareira.

Quero mergulhar, desconectar,
Desfragmentar me em póros neste ar,
Desalienar de padrões, medidas que o sistema traz.

Quero pés no chão, um livro e uma canção
Só eu e mais ninguém
Descobrir em fim se sou alguém.

Corra pelas ruas para tudo descansar
Grite em avenidas para tudo se calar
Desamarra o salto, tira essa gravata
Desfaça o cabelo e deixa ao vento esvoaçar.