segunda-feira, 18 de abril de 2016

Com verdadeiro olhar



Desculpe-me, meu bem, mas não hei de esconder imperfeições, porque no costume elas devem ser mais que perfeita aos seus olhos.
Não é desleixo, mas coragem de ser acima de tudo, pois se eu não me assumir, quem há de fazer isso por mim?
Desculpe-me, meu bem, mas o que tenho aqui dentro na alma, desde que me entendo por gente, que construí e desconstruí ao longo dessa minha caminhada é mais forte que toda essa efemeridade plástica!
Desculpe-me, meu bem, se esse meu silêncio parece te sufocar, mas aprendi ao longo do tempo que, o que realmente importa é o que sou pra mim, o que me parece forte e consistente. E não uma reverberação de frases feitas ou até mesmo histórias repetidas de mim mesma, que vão afirmar o que sou, ou deixei de ser. O que quiser realmente saber, com o tempo vem à tona!
Desculpe-me, meu bem, mas gosto de tudo no momento, porque ele é pleno! Não dá pra ter preferências, pois o que me é essencial existe dentro de mim e basta!

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