É estranho ser dona de mim e meu tempo, parece que perdi noção do ontem, do hoje, da manhã, da tarde, do real e do irreal. Não quer dizer que eu tenha perdido a noção das horas, do tempo, mas é como se eu co-participasse dos compromissos alheios.
Diante dessa não tão autêntica experiência, mas nova por causa do novo contexto, tenho o crânio na região cefálica, mais leve é como se nele faltasse massa. Mas ainda sou dotada de racionalidade, é como se a massa deixasse de ser maciça e virasse um ínfimo gás inerte. Meu peito é sempre quente e essa solidão erudita, no começo da tarde, não tem preço!
Tudo é leve, é quente e precioso, ao seu tempo. Ah, como é bom ser dona do meu tempo!

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