Se
eu fosse fria, mutilava meus seios para obter a fortaleza das amazonas
pré-históricas, para combater e guerrear de igual para igual ao lado dos
homens. Mas vejo que não é necessário, pois o próprio cotidiano mutila me e o
que mais fortalece essa mutilação é a prepotência machista no seio família, aumenta
a minha ira e revolta, tornam se maiores e mais fortes que eu. Esqueço me do
corpo frágil e entregue à mercê da natureza, fazendo me forte para justificar e
proteger meus ideais de igualdade entre os gêneros.
E se for preciso sacrificar esse meu
corpo-doação em prol desses ideais, sinto dizer aos frutos, os quais eu poderia
e poderei gerar, que o sacrificarei se preciso, doa a quem doer; porque a “proteção”
social pela integridade estipulada para a mulher, não retém me mais!

Nenhum comentário:
Postar um comentário