Reconheço que minha personalidade é forte, muitos dos outros a admiram. Mas nos últimos tempos tenho repugnado esta sua fortaleza, ela é tão teimosa, que nem consigo dominá-la. Ela se acha dona de tudo e todos, deixa-me solitária e faz me repelir as companhias.
Percebo que estou em momento de regeneração, não desmereço os valores da minha personalidade, mas muito me esforço para que ela não se “egocentrize”. Tenho vontade imensa de resgatar pessoas que passaram pela minha vida, que tinham todo o direito de permanecer nela, num posto consagrado, e eu menosprezei e descartei.
Mas como resgatar? Estas pessoas seguiram o meu conselho, dado na minha partida. –Siga sua vida, como se não tivesse passado por ela! – E assim o fizeram, e tão bem, que é difícil o meu re-encaixe na vida delas. E vocês não tem ideia da dificuldade que tenho de inserir novas pessoas excepcionais na minha vida, ou melhor, aceitá-las.
Chega a ser irônico! Pensar que a minha alma tinha sede constante do novo. Sim, ela tem, mas necessita de um porto seguro, que é a confiança antiga, um conhecimento profundo e comprovado sobre as pessoas. Isto encontro com facilidade nas pessoas excepcionais que não se encontram mais no meu convívio. E tenho quase certeza de quando estas novas pessoas excepcionais partirem do meu convívio, irei lamentar da mesma forma. Mas prefiro libertá-las, que arrepender-me de retê-las no meu convívio.
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