segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Oito de novembro


Quero algo mais, muito além do amor, muito além das sensações que se tem diante das "paixonites" agudas experimentadas tantas vezes, que mesmo com pitadas de temperos diferentes enfartaram-me.
Ter uma assombração que surpreende me quando entro no meu quarto escuro; ou ser abduzida por aliens, no desespero de pensar quando será a volta para a casa; ou jogar me do avião sem para-quedas admirando este "marzão" de mundo; ou atravessar a atmosfera terrestre e queimar-me bruscamente, ah... acho que é esse tipo de emoção, sensação que necessito, que anseio.
Esse mundo está normal demais pra mim, nem as artes, nem suas respectivas críticas satisfazem me. A cabeça dói só de pensar na criação de um novo para o meu bel prazer. Creio que o maquinário, o contexto que preciso ainda não foi inventado, ou melhor, não comprovaram a existência dele. E se isto já existir? Será que não vou decepcionar me? De tão idealizado e esperado? Pois quando idealiza se muito, quando concretiza-o é menos do que se espera, geralmente, caindo na lembrança do tédio.
Não vá pensando que isto é crise existêncial, ou amor mal curado. Simplismente quero mais, muito mais do que a normalidade de ser, pois procuro o movimento, o inconstante que vai além do que minha vida tem oferecido me.   

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